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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Auto da Compadecida

A peça teatral


Auto da Compadecida é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita em 1955 pelo autor brasileiro Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1995, em Recife, Pernambuco. Posteriormente houve nova encenação em 1974, com direção de João Cândido.
É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel,de gênero comédia apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste e o autor ter nascido lá.
Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".
Saiba mais aqui.

O livro

Esta nova edição é revista pelo autor. O livro traz, ainda, o texto de apresentação de Bráulio Tavares e desenhos e pinturas de Romero de Andrade Lima.


A minissérie e o filme

Foi apresentada em 1999 na Rede Globo de televisão como minissérie, O Auto da Compadecida (em que há um acréscimo do artigo "o" antes do nome original). Na adaptação feita para o cinema em 2000, também chamada O Auto da Compadecida, aparecem alguns personagens como o Cabo Setenta, Rosinha e Vicentão. Eles não fazem parte da peça original, e sim de A Inconveniência de Ter Coragem, também de Ariano Suassuna.

Assista!


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dia Mundial do Folclore



O folclore é a expressão de uma cultura. É a soma da cultura material, dos costumes e tradições de um povo expressos de diversas maneiras (oralmente, por escrito ou encenados), embora muitas vezes o termo folclore seja atribuído apenas para a literatura oral. Todos os povos têm folclore. Conhecê-lo e estudá-lo significa contribuir para que se mantenha vivo e, conseqüentemente, através da sua preservação é possível perpetuar cada cultura. Muitas vezes é preciso estudar o folclore para verdadeiramente entender a história de um povo. Saiba mais no site do IBGE aqui ou no portal da prefeitura de Porto Alegre aqui.

Que tal conhecer um livro muito especial, que reúne muita coisa interessante sobre a cultura brasileira? É o Armazém do Folclore, de Ricardo Azevedo
"Riquíssimo depósito de conhecimento humano a respeito de vida e do mundo..." assim Ricardo Azevedo resume o universo de contos, ditados, quadras, brincadeiras com palavras, adivinhas e outras manifestações da cultura do povo brasileiro, a fonte e a raiz de todos os textos do Armazém do Folclore. Conheça o site do autor aqui.
Peça ao seu professor procurar o livro na Sala de Leitura e apresentá-lo a você.
Conheça o livro também na aula digital de Asas de Papel (5º ano) no site Educopédia.  



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia da Avó


A relação entre avó e neto é narrada amorosamente pelo neto. Ele relembra as brincadeiras, os carinhos e os ensinamentos de sua infância na casa da avó. Livro português, recebeu o Prêmio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2008, Fundação Bissaya Barreto, foi incluído no Ler +, Plano Nacional de Leitura, e foi contemplado com o selo Altamente Recomendável FNLIJ 2011.


Assista ao booktrailer ou clique aqui  para ler O Livro da Avó.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Educoteca


A Educoteca, a biblioteca turbinada da Educopédia, oferece um acervo de livros digitais disponíveis de forma gratuita pelo site.
 


O que você está esperando?
Conheça já os livros interativos e outros em PDF para leitura aqui.




Na minha escola todo mundo é igual




“Uma escola em que todos os alunos convivem em harmonia, procurando superar as diferenças e dificuldades, inclusive físicas, para que todos sejam, realmente, iguais.”




Abaixo, um trecho do poema:

Na minha escola, se aprende
Que não existe perfeição
E  o que todos nós precisamos
É de carinho e atenção.

 Que bom se todo mundo
Pudesse entender direito
Que tudo fica mais fácil
Sem o tal do preconceito.

Aqui vai um belo conselho
Que só leva um segundo:
Quem não respeita o outro
Não tem lugar nesse mundo.

Rossana Ramos

Procure o livro na Sala de Leitura da escola ou leia aqui.


  

terça-feira, 8 de maio de 2012

Jogo da Verdade


Pera, uva ou maçã?
Roseana Murray


Quem nunca brincou de "pera, uva ou maçã"?
Esse é o título do livro de poesias de Roseana Murray.
Os alunos do 6º ano participaram com entusiasmo da Roda de Poesia promovida pela Sala de Leitura. 

Leia uma das poesias.







JOGO DA VERDADE

A verdade é um labirinto.

Se digo a verdade inteira,
se digo tudo o que penso,
se digo com todas as letras,
com todos os pingos nos is,
seria um deus-nos-acuda,
entraria um sudoeste
pela janela da sala.
Então eu digo
a verdade possível,
e o resto guardo
a sete chaves
no meu cofre de silêncios.

Leia outras poesias aqui e explore o site da poeta.
Abaixo, assistam ao vídeo produzido pela MultiRio de um dos livros da autora.

A Obra e seu autor
Artes e Ofícios

Utilizando a linguagem da animação e o formato consagrado dos trailers cinematográficos, apresenta grandes sucessos da literatura brasileira e universal, de forma atraente e interessante para crianças e jovens. O objetivo da série é destacar autores e suas obras que podem ser encontradas nas bibliotecas e salas de leitura para, ao mesmo tempo, despertar a curiosidade, o interesse e o prazer da leitura.

Poesia Negra Brasileira


ANTOLOGIA DA POESIA NEGRA BRASILEIRA
O Negro em Versos




O Negro em Versos, antologia organizada por Luiz Carlos do Santos, Maria Galas e Ulisses Tavares, é mais um passo rumo ao que podemos chamar de consolidação do negro como tema em nossas Letras. Bastante completa e abrangente, a seleção de poemas do livro contempla a poesia escrita pelo negro e sobre o negro no Brasil em diferentes períodos históricos, desde o século XVIII até os dias atuais.


Integridade, poesia de Geni Guimarães, foi uma das mais apreciadas pelas turmas do 7º ano.



Integridade

Ser negra,
Na integridade
Calma e morna dos dias.
Ser negra,
De carapinhas,
De dorso brilhante,
De pés soltos nos caminhos.

Ser negra,
De negras mãos,
De negras mamas,
De negra alma.

Ser negra,
Nos traços,
Nos passos,
Na sensibilidade negra.

Ser negra,
Do verso e reverso,
Do choro e riso,
De verdades e mentiras,
Como todos os seres que habitam a terra.

Negra
Puro afro sanque negro,
Saindo aos jorros
Por todos os poros.

Geni Mariano Guimarães

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Namorar ou jogar bola?



Cavalgando o arco-íris
de Pedro Bandeira




Você, apesar de ainda ser criança, já passou por tanta coisa na vida que dava até para escrever um livro, não é? Pois o livro é este. Nele você vai encontrar versos sobre suas experiências, alegrias, esperanças, e até mesmo aqueles momentos em que você sente medo e se revolta contra alguma coisa: o chatinho do irmão menor, o medo do escuro, os primeiros namoros, todos os lances da vida maravilhosa que você está vivendo!










A turma 1603 gostou muito do livro, principalmente do poema ‘Namoro desmanchado”!
Quer ler?

NAMORO DESMANCHADO

Já não tenho namorada
e nem ligo para isso.
É melhor ficar sozinho,
namorar só dá enguiço.

Eu conheço os meus colegas
sei que vão argumentar
que pra não ser mais criança
é preciso namorar.


Mas a outra só gostava
de conversa e de passeio
e queria que eu ficasse
de mãos dadas no recreio!

E eu ali, sentado e quieto,
no recreio lá da escola,
de mãos dadas feito um bobo,
vendo a turma jogar bola!

Gosto mesmo é de brincar,
faça chuva ou faça sol.
Namorar não quero mais:
eu prefiro o futebol!


Pedro Bandeira
       Nasceu em São Paulo, em 1942. Trabalhou em teatro profissional como ator, diretor e cenógrafo. Foi redator, editor e ator de comerciais de televisão. A partir de 1983 tornou-se exclusivamente escritor. Sua obra, direcionada a crianças e jovens, tem ganhado diversos prêmios, como Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Já vendeu mais de 20 milhões de exemplares de seus livros.

Saiba  mais sobre o autor aqui.


domingo, 6 de maio de 2012

Poesia é...

Convite
José Paulo Paes

Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?



Assista abaixo ao vídeo da Poesia "Convite"!





Clique abaixo e ouça o mesmo poema  musicado por Madan.


CONVITE Madan e José Paulo Paes

Gostou?
Que tal escolher um poema de José Paulo Paes e colocar música ou gravar um vídeo?
Clique aqui para ler outros.
Experimente!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nas asas da liberdade



Autor: Rogério Andrade Barbosa

Ilustrador: Rubens Matuck

"Eu tenho um sonho...que um dia os filhos dos antigos escravizados e dos antigos escravocratas serão capazes de sentarem-se, juntos, fraternalmente."

(Trecho do discurso de Martin Luther King Jr., na manifestação efetuada no dia 28 de agosto de 1963, no Lincoln Memorial, em Washington)



Nas asas da liberdade
Esta lenda recontada de pais para filhos durante sucessivas gerações é uma das mais populares do folclore afro-americano. Em variadas versões, negros escravizados, inconformados com os maus-tratos, desapareciam sem deixar vestígios, sussurrando, uns para os outros, uma frase encantada que funcionava como um código secreto:

-  “Vamos voar!”

Durante o longo e turbulento período que passaram impedidos de acesso a   qualquer tipo de direitos, inclusive o de aprender a ler e escrever, as histórias que circulavam entre os negros eram a única oportunidade que eles tinham para inventar um mundo para si mesmos. Deste modo, fortaleceram sua tradicional cultura oral, na qual podiam expressar seus sentimentos, dramas e esperanças.

Séculos mais tarde, o laureado poeta negro Langston Hughes, em um poema intitulado “Liberdade”, revelou a dolorosa opressão e exclusão sofrida pelo seu povo:

... Algumas pessoas pensam
Que linchando um negro
Elas lincham a Liberdade.
Mas a Liberdade
Levanta-se, ri
Em suas faces
e, diz:
- Vocês nunca me matarão!

(Nota do autor do livro “Nas asas da Liberdade” , Rogério Andrade Barbosa)


terça-feira, 6 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret


     O livro A Invenção de Hugo Cabret foi escrito e ilustrado por Brian Selznick em 2007 e oferece ao leitor uma diferente e emocionante experiência de leitura. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história,que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema.
Então, prepare-se para entrar em um mundo onde o mistério e o suspense ditam as regras. Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas.
     A sobrevivência de Hugo depende do anonimato: ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.


     O filme, recentemente lançado nos cinemas, foi dirigido por Martin Scorsese e recebeu cinco  troféus técnicos no Oscar 2012: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais. Assista ao trailer.



        Na  introdução do livro , o narrador faz um convite para que o leitor se imagine sentado em uma sala de cinema. Mas há uma surpresa, no final, que é exclusiva do livro. 
Já decidiu por onde começar sua aventura? Pela literatura  ou pelo cinema?